domingo, 18 de setembro de 2011
Música a falar por mim...
Bom, voltando à normalidade (até porque já me expus por demais hoje, hehehe) estou ouvindo muito um disco que tenho há exatos 10 anos, e estava todo empoeirado em minha empoeirada "CD-oteca": trata-se do álbum "Agaetis Byrjun" da banda islandesa "Sigur Rós". Mais uma banda que tive o imenso prazer em conhecer graças às minhas buscas incessantes por novidades musicais mundo afora (detalhe: numa época em que a internet ainda não era o meu instrumento de pesquisa).
Hoje à tarde foi delicioso deitar-me em minha cama com o CD sendo executado num volume baixo mas suficientemente bom para ouvir os detalhes sonoros, captando o 'feeling' de cada track. Realmente minha paixão pela música é incondicional... às vezes fico imaginando-me surdo, e me dá uma sensação similar à de um claustrofóbico dentro de um elevador...
domingo, 11 de setembro de 2011
Viciei...
Nessas minhas 'caçadas virtuais youtube afora, acabei me identificando muito com o Blog "JacaréBanguela", e a partir de hoje fará parte dos meus posts... Saca só:
Atenção mulheres...
Embora há de se concordar EM PARTES com esses dois babacas do vídeo, nunca deixem de usar salto (até porque minha podolatria faz com que eu me torne uma pessoa suspeita a falar), mas tomem cuidado por onde pisam... hsuahsuahsuahsuahsuahsuahsu
the world is in the shit
Embora o video esteja sendo massacrado nos comentários, eu gostei... e já virei seguidor deste canal no youtube, hehe...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Eutanásia...
Quero que me desliguem. Ficar assim, sem ação, não é nada bom. Às vezes, faço uma tentativa aqui, outra acolá, espero uma reação: Nada.
Quero me desligar. Mas minha única parte ainda intacta, ou seja, a minh’alma insiste em permanecer ativa e esperançosa, como se algo pudesse ser feito, como se o problema pudesse ser resolvido, como se tudo pudesse voltar ao que era antes: Reversão.
Antes? Sensações das mais diversas: audição, paladar, olfato, ambos aguçados... O TATO. Ah! O tato. Uma mistura única e exclusivamente existente para satisfazer a esta instituição denominada Eu.
Hoje? Resta-me a dor de nem ao menos ser capaz de sentir dor, e o sentimento de vazio, mesmo que este vazio seja a impossibilidade de esvair-me de vez desta instituição denominada Eu.
Amanhã? Será igual à ontem, à hoje, a não ser que... Alguém venha e me desligue. Uma viv’alma que seja capaz de se colocar em meu lugar: Empatia. Alguém que seja capaz de me amar a ponto de abdicar-se de minha presença, já que nada mais pode ser feito: Compaixão. Ou alguém que simplesmente tenha: Pena. Mas seria a pena o fator preponderante para que eu ainda não esteja desligado? Seria a pena a responsável? Seria ela capaz de, por pena, levar em consideração os momentos bons vividos, as alegrias vividas, os prazeres compartilhados, tudo o que foi significativo e relevante, e com isso não possuir a coragem de me desligar? Mas quero que me desliguem... Ou não? Quero mesmo que me desliguem?
Seria eu o responsável por ainda não estar desligado? Será que eu, em meu âmago, esteja com medo do que possa vir (ou não vir)? Pois e se de repente as lembranças boas dos momentos bons vividos estejam, por si só, impedindo que eu me vá totalmente, uma vez que é melhor que haja uma lembrança a nos satisfazer momentaneamente do que o nada, que é a 'outra face da moeda'? Será que ainda tenho esperanças de viver o que vivi, acertar onde errei, melhorar o que já era bom? Não sei... Só posso concluir se é que eu seja capaz de conclusões, é que parte de mim – a que 'dói' – quer que me desliguem. A outra parte – a que ama – ainda quer viver...
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
...E o tempo a nos lapidar...
Meados de 1990: Eu e meu primo Tuninho ("Nêgo') bancando os super-heróis, invencíveis e implacáveis...
...Julho de 2011: Eu e meu velho primo, ainda bancando os super-heróis! Eu: mais louco que o Lanterna verde... ele: se descuidou deixando sua identidade secreta cair nas mãos de uma bela mulher, e acabou tendo que se casar com ela... NAQUELE DIA! :D ...
...Julho de 2011: Eu e meu velho primo, ainda bancando os super-heróis! Eu: mais louco que o Lanterna verde... ele: se descuidou deixando sua identidade secreta cair nas mãos de uma bela mulher, e acabou tendo que se casar com ela... NAQUELE DIA! :D ...
PARABÉNS PRIMO!
domingo, 31 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Vida...morte...morte...vida...
Às vezes me flagro pensando a respeito, e devo confessar que não me traz boas sensações imaginar-me não mais fazendo parte da “embarcação” chamada vida. Escrevo isso porque ontem, como em outras vezes, acordei de um breve e desproposital cochilo pós-almoço dominical sentindo-me como se o medo sobre este meu inevitável destino estivesse a sufocar-me literalmente. Senti-me impotente diante de minha própria existência e cheguei inclusive a debruçar-me, como outrora, em questões básicas, mas tão avassaladoras: de onde vim? Para onde vou? Qual o meu verdadeiro papel aqui, nesta vida, neste planeta? Será que já vivi e já morri várias vezes, na busca por minha evolução espiritual, como assim acreditam os espíritas? Será que minha passagem será somente esta, e depois da morte estarei à espera do Juízo Final e enfim serei julgado pelos meus atos, como pregam outras religiões? Será que céu e inferno existem? Ou somos mesmo uma grande obra do acaso ao qual intitulam os descrentes de big-bang? Será que os agnósticos estão certos quando dizem ser impossível ter o conhecimento objetivo sobre a existência ou não de uma entidade divina? Quando era adolescente, confesso que tais questões me divertiam, e me faziam sentir estar evoluindo intelectualmente, mas hoje em dia, quando me flagro com tais pensamentos, termino submerso na frustração de saber que, por mais que acredite em alguma coisa, só verei a verdade absoluta após a morte, isso se realmente nos for possível ver.
E quanto a Nietzsche e sua idéia sobre a religião? Algo como “nada mais do que uma criação humana, uma invenção, de modo a tornarmo-nos capazes de nos vingarmos de um mundo que somos incapazes de suportarmos e ao qual atribuímos a causa dos nossos sofrimentos. Impotentes, construímos um mundo artificial à imagem dos nossos desejos de segurança e estabilidade, de paz e de continuidade e é de tal modo profundo o nosso desejo de que exista esse mundo”. Em outras palavras, o ‘pós-morte’ não existe, e sim um eterno véu escuro da inexistência. Tal idéia não nos causa um sentimento de impotência? Não faz com que tudo o que vivemos até aqui e ainda viveremos perca totalmente o sentido? Tentemos nos lembrar de nós, antes da nossa própria consciência acerca de nossa própria existência: algo além do nada nos vem à cabeça? Com certeza não... Melhor eu me ocupar aqui com algum “sedativo”...
domingo, 24 de julho de 2011
Família?
“Família não é sangue, família é sintonia”. Cresci ouvindo bandas que de certa forma semeavam tal idéia (Planet Hemp, O Rappa, entre outras), e me perguntava até que ponto era verdade ou não, se seria possível generalizar ou aceitar que tudo pudesse ser relativo.
Fui a um casamento ontem, mas não um casamento qualquer. Foi o casamento do primo que mais estimo devido às afinidades e confidências outrora compartilhadas. E quis as circunstâncias naturais da vida que o mesmo fosse um primo adotado e de origem afro-descendente, ou seja, sintonia pura sem a necessidade de compartilharmos do mesmo sangue correndo nas veias muito menos nossas origens. Enquanto a celebração se desenrolava, momentos bons de nossa infância juntos passavam como cenas de um grande documentário em minha cabeça: as brincadeiras, as risadas, os pasteis com guaraná na casa dos avôs... Nossa adolescência: as bandas em comum, os sonhos, as metas de vida... Nosso hoje: Um pequeno grande homem dando mais um passo nesta caminhada ao qual chamamos de vida, aos olhares de um primo que o admira e deseja-lhe sucesso além de mais momentos felizes do que momentos tristes.
Seria ele um exemplo vivo de que “família não é sangue, família é sintonia”?
Reencontrei outros primos, primas, tios, tias... De sangue. Alguns com mais afinidades, mas que a distância talvez tenha sido o maior obstáculo, outros com menos afinidades, mesmo morando mais próximo a mim. Não fiz distinção de um ou outro, estava muito contente por novamente vê-los juntos como nos velhos tempos em que vovô e vovó eram vivos e nossos principais elos. Muito à vontade, me diverti com todos, dei muitas risadas e fiz questão de registrar o momento. Bebemos, dançamos e chegamos a prometer mantermos um contato mais efetivo. Vou procurar cumprir o prometido.
Com cada um (dos primos), fui conseguindo obter alguns minutos de conversa em particular, e todos nós fomos unânimes em concordar, cada qual com seu relato, que a nostalgia era o principal sentimento naquele momento que passou a se tornar tão raro de três anos para cá. Foi um momento de total sintonia entre os integrantes de uma mesma família. Um momento em que todos compartilhavam a felicidade de um dos nossos... Será que o sangue a correr nas veias de cada um foi relevado? Certamente não foi... Tenho muitos amigos e amigas que também guardam por mim uma consideração quase fraternal e vice-versa. Amigos de boteco, de excursões a shows dos mais diversos, de sonoridades, etc. SINTONIA PURA, sem compartilharmos do mesmo sangue.
Então o que é família? Sangue? Sintonia? Sangue e sintonia?
Eu digo, com base no que foi dito e vivenciado por mim, que: FAMÍLIA É SINTONIA PURA, NORTEADA PELO NOSSO ESTADO DE ESPIRITO E MÚTUA CONSIDERAÇÃO, E QUE O SANGUE A CORRER PELAS VEIAS NADA MAIS É DO QUE UM MERO DETALHE QUE PODE AJUDAR ÀS VEZES... SÓ ÀS VEZES.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Inusitada parceria...
Desde quarta-feira, vem acontecendo algo muito curioso e engraçado: Minha rotina vem sendo quebrada por um animal que, na verdade, deveria ser meu "inimigo" ao invés de ser meu companheiro. Um cachorro, que além de muito bonito é visivelmente bem cuidado, vem me acompanhando na rua enquanto efetuo a entrega das correspondências. Quando passo pela rua em que ele geralmente está, ele começa a me seguir e termino o itinerário na cia. do adorável cãozinho. O único porém é que ele vive brigando com os cães que latem para mim de dentro de suas casas, como se estivesse a me defender.Também tenho medo de algum PitBull escapar e dar cabo no meu até então fiel parceiro. Dependendo do trecho tenho de despistá-lo, para a própria segurança dele... E como é bobão o amarelão (nome que acabei dando a ele, por me fazer lembrar de um cachorro que apareceu em um episódio do pica-pau), acho que fui o cachorro dele n'outra vida, hehehehe...
segunda-feira, 4 de julho de 2011
03/07/2011: O que dizer?
O que dizer de um domingo como o de ontem?
O que dizer de uma noite como a de ontem?
O que dizer de um show como o de ontem?
E sobre banda em questão, o que dizer?
O que dizer de um momento ímpar que, de certa forma acabou trazendo o sentimento de já ter vivenciado algo parecido há exatos cinco anos atrás?
2006: 1 - QUASE MORRI num acidente envolvendo eu, minha moto, meu amigo Carlos BR e um caminhão 2 - senti o AMARGO GOSTO de terminar um longo relacionamento, mas fui recompensado com a primeira vinda da banda The Gathering ao Brasil.
2011: 1 - novamente senti o AMARGO GOSTO de terminar um longo relacionamento, 2 - QUASE MORRI vítima da dengue, e adivinha? The Gathering no Brasil ... NOVAMENTE! Sem querer soar cabalístico ou supersticioso, somente me chamou à atenção tais coincidências envolvidas.
Acordei cedo para (novamente) recepcionar meu pai que veio para almoçar e ouvir um pouco de música sertaneja raiz comigo. Almoçamos, demos um pouco de risada juntos e fomos até a rodoviária, onde ele me deixou para embarcar na van a caminho de São Paulo. Poucas pessoas na van: somente eu, Carlinhos, Alex e sua querida Juli (graças a desistência de algumas pessoas aos ‘45’ do segundo tempo ¬¬ ), portanto o valor ficaria um tanto‘salgado’ para ambos. A rodoviária estava um tanto colorida ontem, devido à parada gay que iria acontecer na cidade de São Carlos, e uma idéia um tanto ‘bizarra’ nos ocorreu: que tal se nós oferecêssemos transporte para esse pessoal até lá, já que era caminho? Cobraríamos o mesmo preço com o diferencial da saída imediata, e faturaríamos uma graninha para aliviar nosso bolso. Conseguimos lotar a van, e devo dizer que foi um tanto tenso o curto trajeto... Com certeza Karl Marx deve ter se revirado em seu túmulo ao perceber até onde o capitalismo poderia nos levar, hehehehe...
Chegando à rodoviária de São Carlos, e após a descida de todos os “Rick Martin’s” e todas as “Ana Carolina’s”, resolvemos tentar ‘recrutar’ algumas pessoas que talvez pudessem topar irem conosco para São Paulo, e assim aliviarmos de vez nosso bolso... E não é que conseguimos tal façanha? Cinco adoráveis garotas que estavam na fila para comprar a passagem aceitaram embarcar em nossa ‘destemida’ van a caminho da estação de metrô Armênia, próxima ao local do show.
Fazia frio em São Paulo, e o bairro onde estávamos não era dos melhores para servirem de cartão postal: ruas sujas, trânsito caótico, poucas opções para quem chega à cidade após quatro horas de viagem e quer comer algo. Andamos pelas proximidades e notamos uma quantidade enorme de imigrantes: chineses, tailandeses, chilenos, bolivianos... Enfim, custamos a ouvir alguma viv’alma que desferisse algumas palavras em português além de nós mesmos. Voltamos ao local do show (Hangar 110) e aguardamos o momento ápice.
Confesso que o local me deixou desconfiado quanto à qualidade de sua acústica e também do som, mas quando a banda entrou no palco e começou a tocar, cheguei à conclusão de que seria mais um show para eu ‘arquivar’ na memória juntamente com os outros que foram perfeitos. Pulei, gritei, chacoalhei o pescoço como nos velhos tempos, fui mais um em meio ao coro desafinado de fãs que se arriscavam a acompanhar todas as músicas, independente de alguns (como eu) possuírem um péssimo inglês.
Impecáveis como da outra vez que vieram, mas com uma diferença praticamente imperceptível: Silje Wergeland (que entrou no lugar da primeira vocalista Anneke van Giersbergen desde 2008) calou os “xaropes” que ainda sonham com o retorno da formação original da banda. Ela simplesmente atuou com majestade, como se nunca houvesse existido outra vocalista (que me desculpe os fãs de Anneke, mas é a pura realidade).
E com a humildade e simplicidade de uma banda de garagem ainda no começo, após o espetáculo, fizeram questão de eles mesmos desmontarem seus equipamentos no palco com a ajuda de apenas um Roadie, e depois se infiltraram em meio aos que pacientemente esperavam para obterem alguns autógrafos, fotos, troca de idéias... só não me arrisquei devido à falta do inglês fluente, mas meus amigos Carlinhos e Alex fizeram questão de registrarem o momento tirando uma foto com a graciosa e simpática contra-baixista Marjolein. Eu até planejara receber um autógrafo no encarte do algum “The West Pole”, mas acabei deixando dentro da van... Terá de ficar para uma próxima ocasião... E desde já torço para que não demore novamente longos cinco anos...
Setlist:
1.Herbal Movement
2.Saturnine
3. Shot to Pieces
4. Rusty Hands
5. Leaves
6. A Constant Run
7. Great Ocean Road
8. Broken Glass
9. Heroes for Ghosts
10. In Motion #1
11. Eléanor
12. No One Spoke
13. All You Are
14. On Most Surfaces (Inuït)
15. Travel
O que dizer de uma noite como a de ontem?
O que dizer de um show como o de ontem?
E sobre banda em questão, o que dizer?
O que dizer de um momento ímpar que, de certa forma acabou trazendo o sentimento de já ter vivenciado algo parecido há exatos cinco anos atrás?
2006: 1 - QUASE MORRI num acidente envolvendo eu, minha moto, meu amigo Carlos BR e um caminhão 2 - senti o AMARGO GOSTO de terminar um longo relacionamento, mas fui recompensado com a primeira vinda da banda The Gathering ao Brasil.
2011: 1 - novamente senti o AMARGO GOSTO de terminar um longo relacionamento, 2 - QUASE MORRI vítima da dengue, e adivinha? The Gathering no Brasil ... NOVAMENTE! Sem querer soar cabalístico ou supersticioso, somente me chamou à atenção tais coincidências envolvidas.
Acordei cedo para (novamente) recepcionar meu pai que veio para almoçar e ouvir um pouco de música sertaneja raiz comigo. Almoçamos, demos um pouco de risada juntos e fomos até a rodoviária, onde ele me deixou para embarcar na van a caminho de São Paulo. Poucas pessoas na van: somente eu, Carlinhos, Alex e sua querida Juli (graças a desistência de algumas pessoas aos ‘45’ do segundo tempo ¬¬ ), portanto o valor ficaria um tanto‘salgado’ para ambos. A rodoviária estava um tanto colorida ontem, devido à parada gay que iria acontecer na cidade de São Carlos, e uma idéia um tanto ‘bizarra’ nos ocorreu: que tal se nós oferecêssemos transporte para esse pessoal até lá, já que era caminho? Cobraríamos o mesmo preço com o diferencial da saída imediata, e faturaríamos uma graninha para aliviar nosso bolso. Conseguimos lotar a van, e devo dizer que foi um tanto tenso o curto trajeto... Com certeza Karl Marx deve ter se revirado em seu túmulo ao perceber até onde o capitalismo poderia nos levar, hehehehe...
Chegando à rodoviária de São Carlos, e após a descida de todos os “Rick Martin’s” e todas as “Ana Carolina’s”, resolvemos tentar ‘recrutar’ algumas pessoas que talvez pudessem topar irem conosco para São Paulo, e assim aliviarmos de vez nosso bolso... E não é que conseguimos tal façanha? Cinco adoráveis garotas que estavam na fila para comprar a passagem aceitaram embarcar em nossa ‘destemida’ van a caminho da estação de metrô Armênia, próxima ao local do show.
Fazia frio em São Paulo, e o bairro onde estávamos não era dos melhores para servirem de cartão postal: ruas sujas, trânsito caótico, poucas opções para quem chega à cidade após quatro horas de viagem e quer comer algo. Andamos pelas proximidades e notamos uma quantidade enorme de imigrantes: chineses, tailandeses, chilenos, bolivianos... Enfim, custamos a ouvir alguma viv’alma que desferisse algumas palavras em português além de nós mesmos. Voltamos ao local do show (Hangar 110) e aguardamos o momento ápice.
Confesso que o local me deixou desconfiado quanto à qualidade de sua acústica e também do som, mas quando a banda entrou no palco e começou a tocar, cheguei à conclusão de que seria mais um show para eu ‘arquivar’ na memória juntamente com os outros que foram perfeitos. Pulei, gritei, chacoalhei o pescoço como nos velhos tempos, fui mais um em meio ao coro desafinado de fãs que se arriscavam a acompanhar todas as músicas, independente de alguns (como eu) possuírem um péssimo inglês.
Impecáveis como da outra vez que vieram, mas com uma diferença praticamente imperceptível: Silje Wergeland (que entrou no lugar da primeira vocalista Anneke van Giersbergen desde 2008) calou os “xaropes” que ainda sonham com o retorno da formação original da banda. Ela simplesmente atuou com majestade, como se nunca houvesse existido outra vocalista (que me desculpe os fãs de Anneke, mas é a pura realidade).
E com a humildade e simplicidade de uma banda de garagem ainda no começo, após o espetáculo, fizeram questão de eles mesmos desmontarem seus equipamentos no palco com a ajuda de apenas um Roadie, e depois se infiltraram em meio aos que pacientemente esperavam para obterem alguns autógrafos, fotos, troca de idéias... só não me arrisquei devido à falta do inglês fluente, mas meus amigos Carlinhos e Alex fizeram questão de registrarem o momento tirando uma foto com a graciosa e simpática contra-baixista Marjolein. Eu até planejara receber um autógrafo no encarte do algum “The West Pole”, mas acabei deixando dentro da van... Terá de ficar para uma próxima ocasião... E desde já torço para que não demore novamente longos cinco anos...
Setlist:
1.Herbal Movement
2.Saturnine
3. Shot to Pieces
4. Rusty Hands
5. Leaves
6. A Constant Run
7. Great Ocean Road
8. Broken Glass
9. Heroes for Ghosts
10. In Motion #1
11. Eléanor
12. No One Spoke
13. All You Are
14. On Most Surfaces (Inuït)
15. Travel
quinta-feira, 23 de junho de 2011
'Nas asas' de um... muriçoca...
Acabo de sair do banho. Mas o assunto não girará em torno do shampoo que uso ou do tempo que demoro debaixo do chuveiro, mas sim sobre a fragilidade da vida em detrimento com o valor que damos a ela. Pois ao dar início aos preparativos deste ‘ritual’ diário, deparei-me com uma cena que geralmente passa despercebida ou simplesmente é ignorada por nossas retinas: um pernilongo gigante, daqueles que mais parecem aquelas aranhas “caseiras”, devido às suas pernas muito mais compridas do que as de um pernilongo comum. Preso em uma poça d’água, não esboçava nenhuma reação a não ser após eu, nas minhas doidices de banheiro, resolver assoprar a “hidrocela” em que ele se encontrava. Percebi que ainda restava-lhe um sopro vital, e resolvi brincar de senhor do destino daquele ser. Tirei-o cuidadosamente do chão (com a ajuda de um algodão) e coloquei-o em uma flanela seca, dentro de um copo, aguardando ali sua possível recuperação. Suas pernas confundiam-se com suas asas encharcadas, como se estivessem fraturadas em dezenas de pedaços. Esquecendo-me do banho e do friozinho que eu estava sentindo, comecei a presenciar sua luta pela sobrevivência, como se suplicasse a qualquer entidade acima de nós por socorro. Suas finas e frágeis pernas dianteiras procurando escalar a flanela em que se encontrava, aguardando que as outras reagissem e escapassem da deplorável impotência por estarem ainda molhadas e enroscadas nas asas (se é que ainda pudessem ser consideradas asas, naquele momento).
Resolvi tomar meu banho. Após devidamente banhado e vestido, eis que me surpreendo: nosso amigo ‘muriçoca’ já estava com todas as suas perninhas secas e devidamente postadas, como se nada tivesse acontecido. Suas asas ainda unidas ao corpo, mas visivelmente intactas. Registrei a cena com a câmera do celular e devolvi-o ao seu ‘habitat’, mesmo sabendo que eu possa ser uma futura vítima do mesmo, nas madrugadas, enquanto durmo (óbvio que se fosse um pernilongo da dengue, jamais faria tal coisa).
O fato é que, não somente minúsculos seres possuem uma vida tão frágil. Nós, os “intocáveis seres humanos”, também. Isso pode ser visto em um único dia nos telejornais, onde a intolerância cultural e racial ceifa vidas, o trânsito mata mais pessoas do que em uma guerra declarada, a má distribuição de renda no mundo faz com que pessoas “arrastem-se” em prol da própria sobrevivência, assim como nossa personagem principal de longas pernas. E levanto uma questão diante de toda a “baboseira” que eu disse até agora: será que não estaríamos necessitando de uma mudança profunda de comportamento? Será que pequenos gestos ou pequena atitudes em relação ao próximo não fariam a diferença?
Claro que não estou me referindo às muriçocas ou pequenos insetos que visitam nosso banheiro, mas sim ao próximo. Pequenos detalhes que poderiam salvar uma vida ou evitar uma tragédia. Refiro-me a uma palavra muito conhecida, mas pouco utilizada: RESPONSABILIDADE. Lembra daquela ocasião em que deixou seu pitbull escapar e dilacerar o poodle da vizinha ou rasgar a perna de algum azarado que por lá transitava? Ou na ocasião em que preferiu não ligar para a polícia enquanto ouvia nas proximidades de sua casa, gritos de socorro vindos de uma esposa mal amada pelo seu marido? Talvez se ao menos conseguisse deixar limpo seu quintal, não haveria tantas pessoas próximas a você com a péssima experiência de ter adquirido a tal da dengue. Quem é que não consegue se lembrar de um único acidente que seja em que um irresponsável atrás do volante cessa com a vida de uma pessoa que, se pudesse, mal saberia explicar como foi que morreu?
Dias atrás estava eu com minha bicicleta, em minha rotina de trabalho, quando surge na esquina um ‘aloprado’ empinando uma moto toda barulhenta (parecia um barulho de motosserra), vindo na minha direção. Minha adrenalina subiu no exato momento em que me dei conta que, se o filhodeumaputa viesse a cair, com certeza atiraria involuntariamente a moto pra cima de mim, deixando-me em maus lençóis. Entendem aonde quero chegar? Pois é, tudo isso graças a tal da muriçoca em perigo. Se ela soubesse...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Que venha o dia 03 de Julho...
Domingo, dia 03 de Julho de 2011: Uma data esperada... E com certeza a expectativa é de que seja um domingo bem diferente em relação a ontem, em que a 'amigdalite' me atacava impiedosamente e as lembranças de um passado recente me cercavam como se eu fosse uma ovelha negra de seu rebanho. Será o dia em que me reencontrarei com a única banda em que faço questão de ter todos os discos originais. Uma banda que me inspira para escrever meus intrinsecos textos, me inspira quando estou criando alguma batida nova, que me acompanha até mesmo em meu trabalho, nos fones de ouvido, caso contrário não consigo me concentrar devido à escolha da maioria de meus colegas de trabalho em deixar o som ambiente sintonizado sempre na mesma rádio.
Pouco me importa que poucos a conheçam, pouco me importa a cara de "ué" que me fazem quando digo que vou no show deles... pouco me importa... me importa mesmo é sentir as vibrações em um ambiente em que todos falaremos a mesma linguagem, teremos os mesmos gostos, compartilharemos da mesma euforia. Do mesmo jeito que foi há 5 anos atrás, mais precisamente no dia 03 de março de 2006. Então, só me resta agora conter a ansiedade e esperar que venha o dia 03 de julho e, quando chegar, que não se vá tão depressa...
Pouco me importa que poucos a conheçam, pouco me importa a cara de "ué" que me fazem quando digo que vou no show deles... pouco me importa... me importa mesmo é sentir as vibrações em um ambiente em que todos falaremos a mesma linguagem, teremos os mesmos gostos, compartilharemos da mesma euforia. Do mesmo jeito que foi há 5 anos atrás, mais precisamente no dia 03 de março de 2006. Então, só me resta agora conter a ansiedade e esperar que venha o dia 03 de julho e, quando chegar, que não se vá tão depressa...
domingo, 12 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Brasília jamais será esquecida...
Pude ver de perto o quanto tudo lá é majestoso: a arquitetura, a cultura, a noite, as pessoas... aos poucos fui me familiarizando com o novo ambiente até chegar ao ponto arquitetar comigo possíveis maneiras de me mudar para lá: prestar concurso, pedir transferência em minha empresa, sei lá... realmente tive um "surto passional" pela cidade.
Arquitetura: Sempre quis conferir de perto algumas obras frutos da mente fenomenal de Oscar Niemeyer, tão originais quanto ele. A catedral e o Museu nacional foram as que mais me "hipnotizaram" e me fizeram acreditar em Dom divino, ao menos naquela ocasião. Adorei também passar sobre a ponte JK e registrar o momento.
Cultura: O acesso à cultura é grande para quem está antenado, e ilimitado para quem tem condições financeiras. Tive o prazer de visitar uma exposição no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) que contava a história da civilização Islâmica através de artefatos dos mais diversos, alguns com séculos de existência. Fiquei pasmo!
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As pessoas: Creio que um dos mais incalculáveis prazeres que obtive foi conhecer algumas pessoas tão legais, e que nunca mais vou esquecer. Algumas inclusive que já fazem parte de minha vida de um modo ou de outro. Outras, que não sairão da memória pelo modo como me receberam e me acolheram.
Quanto a você, meu primo: agradeço pelo convite e hospitalidade. Com certeza esses cinco dias serviram demais para reforcarmos ainda mais o nosso elo. Fêz-me lembrar dos velhos tempos na casa da Vó Zulmira e Vô Victório, onde fantasiávamos cenas de filmes de guerra e adorávamos os "Sexta-Feira 13's" que seu pai nos levava para assistir. Que esses dias sejam os primeiros de muitos... já pretendo visitá-los nas próximas férias.
domingo, 29 de maio de 2011
Heart of Stone
Por falar em criança, lembro-me de que na minha infância ouvia me dizerem que ser adulto era "um saco", que à medida em que íamos envelhecendo, certas "magias" iriam se perdendo no caminho... talvez seja pelo fato de os nossos olhos, conforme as experiências adquiridas (principalmente as ruins) vão se abrindo cada vez mais, ou pelas profundas cicatrizes que também adquirimos, através das decepções, das frustrações, dos próprios erros...certamente deve ser por isso...
Acabei lembrando-me de um poema, mas não de seu autor, e senti-me feliz pelo fato de que a minha passagem nesta rápida viagem ao planeta Terra esteja sendo numa era onde a informação está ao alcance das mãos:*webpage: http://www.google.com.br/ *palavra chave: coração de pedra *resultado: Cecília Meireles!
Oh, quanto me pesaeste coração, que é de pedra!
Este coração que era de asas
de música e tempo de lágrimas.
Mas agora é sílex e quebra
qualquer dura ponta de seta.
Oh, como não me alegra
ter este coração de pedra!
Dizei por que assim me fizestes,
vós todos a quem amaria,
mas não amarei,pois sois estes
que assim me deixastes, amarga,
sem asas, sem música e lágrimas,
assombrada, triste e severa
e com meu coração de pedra!
Oh, quanto me pesa
ver meu próprio amor que se quebra!
O amor que era mais forte e voava
mais que qualquer seta!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Momento Ímpar...
O tempo tem sido duro comigo. Não consigo mais postar meus devaneios, minhas idéias... minhas energias estão todas concentradas nos afazeres acadêmicos... mas hoje necessitei entrar aqui, pois precisava registrar tal momento ímpar em minha vida. Trata-se do nascimento de meu primeiro sobrinho, e se estou todo "babão" desse jeito, fico imaginando como está o meu cunhado, rsrs... Espero ainda ter este veículo de comunicação quando ele tiver certa idade, pois vou querer mostrá-lo... Seja Bem-vindo ao mundo ENZO... seja bem-vindo às nossas vidas...

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