domingo, 29 de maio de 2011

Heart of Stone

A noite que se passou foi uma noite mal dormida. Entre um acordar no meio da noite e outro acabei flagrando-me em pensamentos, e um deles foi a minha atual situação. Não sei se meu coração está num estado de petrificação, ou é somente a momentânea desilusão que me assola, devido aos sonhos que se despedaçaram num ou noutro "erro de estratégia", mas o fato é que não vislumbro um futuro como outrora vislumbrei. Será que perdi a fé nas pessoas, nos relacionamentos? Será que sentirei novamente aquele "frio na barriga", aquela aceleração cardíaca tão gostosa de se sentir? Espero que sim, mas por enquanto não tenho uma esperança palpável de esperar que alguém venha reunir meus pedaços. Ao menos por enquanto, vou tentando reuní-los à minha maneira, como uma criança diante de um quebra cabeças de 5000 peças.
Por falar em criança, lembro-me de que na minha infância ouvia me dizerem que ser adulto era "um saco", que à medida em que íamos envelhecendo, certas "magias" iriam se perdendo no caminho... talvez seja pelo fato de os nossos olhos, conforme as experiências adquiridas (principalmente as ruins) vão se abrindo cada vez mais, ou pelas profundas cicatrizes que também adquirimos, através das decepções, das frustrações, dos próprios erros...certamente deve ser por isso...
Acabei lembrando-me de um poema, mas não de seu autor, e senti-me feliz pelo fato de que a minha passagem nesta rápida viagem ao planeta Terra esteja sendo numa era onde a informação está ao alcance das mãos:*webpage: http://www.google.com.br/ *palavra chave: coração de pedra *resultado: Cecília Meireles!

Oh, quanto me pesaeste coração, que é de pedra!
Este coração que era de asas
de música e tempo de lágrimas.
Mas agora é sílex e quebra

qualquer dura ponta de seta.
Oh, como não me alegra

ter este coração de pedra!
Dizei por que assim me fizestes,

vós todos a quem amaria,
mas não amarei,pois sois estes
que assim me deixastes, amarga,
sem asas, sem música e lágrimas,
assombrada, triste e severa

e com meu coração de pedra!
Oh, quanto me pesa

ver meu próprio amor que se quebra!
O amor que era mais forte e voava
mais que qualquer seta!





quarta-feira, 25 de maio de 2011

Momento Ímpar...

O tempo tem sido duro comigo. Não consigo mais postar meus devaneios, minhas idéias... minhas energias estão todas concentradas nos afazeres acadêmicos... mas hoje necessitei entrar aqui, pois precisava registrar tal momento ímpar em minha vida. Trata-se do nascimento de meu primeiro sobrinho, e se estou todo "babão" desse jeito, fico imaginando como está o meu cunhado, rsrs... Espero ainda ter este veículo de comunicação quando ele tiver certa idade, pois vou querer mostrá-lo... Seja Bem-vindo ao mundo ENZO... seja bem-vindo às nossas vidas...







domingo, 27 de março de 2011

Momento para entrar na história...



"Todos sabem fazer história - mas só os grandes sabem escrevê-la." (Oscar Wilde)

sábado, 26 de março de 2011

Música a falar por mim...

Se, de acordo com o DJ Kno em seu último trabalho, A morte é silenciosa, vou aproveitar e deixá-lo fazer muito barulho no meu blog.

PS: Produtor foda + Álbum foda = Nômade ouvindo até gastar a bateria do mp7... ^^





MAFARO! DIKO FARA! (ALEGRIA! MUITA ALEGRIA!)

Simplesmente não tenho palavras para descrever o quanto fiquei boquiaberto diante da proposta do Show Filme "MAFARO", dirigido por ninguém menos que André Abujanra e que tive o prazer de presenciar quinta-feira passada, no sesc. Só espero que o teaser abaixo seja capaz de tamanha proeza, caso contrário: hasta la vista! ^^

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quando penso que já vi de tudo....



Acho que me lembro desse indivíduo... foi campeão de mortal kombat II aqui perto de casa, há uns 15 anos, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

terça-feira, 8 de março de 2011

Parabéns, Mulher!


A todas as mulheres, sejam elas presentes ou não em meu dia-a-dia, a minha singela homenagem... O mundo em breve será de vocês! Parabéns!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

"Pare de reclamar" (?)


Devido ao retorno das aulas, é natural a redução do meu tempo livre para outras coisas que gosto de fazer, como por exemplo escrever neste meu abandonado blog, mas agora que estou em casa tranquilo e disposto, vou contar uma história que tomei ciência a partir de uma frase escrita por uma das professoras na lousa: "Se você não gosta de alguma coisa, mude-a. Se você não pode mudá-la, mude sua atitude em relação a tal coisa. Mas não reclame." Resolvi pesquisar a respeito do autor de tal frase e cheguei, através de fontes confiáveis, ao nome Maya Angelou, cuja história de vida é digna de um Oscar, se este existisse também para as pessoas que conseguissem não passar por esta vida despercebido, apenas como um mero "zumbi consumidor". Antes de utilizar-me do clássico "Ctrl+C seguido de Crtl+V" para postar em meu 'instrumento de desabafo' tal história, irei, como de praxe, expor um breve e confuso desabafo.
Num período de minha vida em que as coisas parecem não estarem em seus devidos eixos, tal frase de Maya Angelou veio a calhar (obrigado profª Milvana). Mas como mudar minha atitude diante de certas coisas imutáveis? Tudo parece tão difícil quando se tem uma certa idade e uma opinião formada diante de determinados assuntos.
Ultimamente ando em constante desacordo comigo mesmo, uma vez que vejo a necessidade de uma (talvez) profunda auto-mudança mas ao mesmo tempo não consigo concretizá-la por sentir que ao mudar estarei abrindo uma ferida que demorará a cicatrizar. Realmente estou num fogo cruzado, e preciso doar-me mais forças para encontrar meu equilíbrio diante disso tudo...
Agora, com vocês, um resumo da história de Maya Angelou:

Maya Angelou é talvez a figura mais vibrante da poesia contemporânea nos Estados Unidos. Nascida Marguerite Johnson em 1928, foi violentada pelo namorado da mãe quando tinha 7 anos. Aos 17, tornou-se mãe solteira ao dar a luz ao seu primeiro filho, numa época em que, obviamente, isso não era visto com naturalidade. No mesmo ano, tornou-se a primeira motorista negra de ônibus (streecars) em São Francisco, Califórnia. Foi também cozinheira e cafetina até, finalmente, entrar no meio artístico, a princípio como dançarina e cantora em um cabaret. Nos anos 50, já usando o pseudônimo Maya Angelou, ela se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como Porgy and Bess, Calypso Heatwave, The Blacks e Cabaret for Freedom.
Nos anos 60, começa a escrever suas próprios peças teatrais. Na década seguinte, já um nome conhecido nos meios culturais, é convidada a narrar os dez capítulos de um especial para a televisão sobre a influência do elemento africano nos Estados Unidos. Publica livros de poesia e recebe uma indicação para o Pulitzer. Trabalha também como narradora, entrevistadora e apresentadora em vários programas de televisão e teatro sobre a situação do negro nos Estados Unidos. Recebe uma indicação para o prêmio Tony de teatro por sua atuação na peça Look Away na Broadway.
Nos anos 80, publica vários livros de poesia e uma série autobiográfica que atinge consagração quase instantânea, colocando-a na lista de best-sellers por vários meses, um feito até então inédito para uma mulher negra. Recebe a premiação Emmy da televisão por sua atuação na série Raízes, sobre a história do escravidão na America do Norte.
Nos anos 80, a convite de Bill Clinton, prepara um longo poema (On the Pulse of Morning) e o lê na cerimônia de posse do presidente, outro feito inédito. Recebe o Grammy de melhor texto recitado pela leitura de seu poema na posse presidencial.
Maya hoje mora em Winston-Salem, Carolina do Norte, onde trabalha como professora convidada da universidade local e escreve seus poemas fora de casa, em um quarto alugado de hotel, único lugar onde, segunda ela, ainda consegue o isolamento que precisa para escrever. É justo dizer que, hoje, nenhum outro poeta contemporâneo nos Estados Unidos pode ser comparado à popularidade que Maya Angelou conquistou, feito este amplamente atestado pela grande vendagem de seus livros de poesia.
(Fonte: http://palavrarte.sites.uol.com.br/Poesia_Mundo_Trad/poepelomun_eua_maya.htm )

sábado, 29 de janeiro de 2011

É... o tempo passa...


O tempo passa. Na verdade é o nosso maior inimigo, pois à medida que avança, nos 'presenteia' com a velhice, com as perdas irreparáveis, e por aí vai... ontem fui presenteado com uma sensação total de anonimato, num lugar onde sempre estive rodeado por pessoas queridas e/ou que ao menos compartilhavam dos mesmos gostos, principalmente no que se diz respeito à música. É... o tempo passa! E passa como se levasse consigo tudo o que queira, propositalmente, e percebi que levou-me a sensação de ser bem recebido em certos ambientes, já não frequentado pelos mesmos de outrora. "Será que parei no tempo?" às vezes penso, mas sei que não. Sei que trata-se de um processo natural onde as pessoas adquirem maiores responsabilidades (verdade, esqueci de mencionar este outro 'presentão' que o tempo nos dá), tais como o casamento, a paternidade, as 'amizades' oriundas do ambiente profissional, os estudos, etc, etc,etc... mas não estou a me queixar, e sim a registrar tal momento singular até então em minha vida. E ainda não consegui chegar a um veredicto, ou seja, não sei dizer se foi bom ou ruim.
É interessante a sensação de se chegar a um determinado lugar e perceber que ninguém está nem aí para você, mas ao mesmo tempo eu sentia como se todos me observassem, justamente por eu, naquela ocasião, e ironicamente naquele lugar, ser uma "figurinha desconhecida". Está certo que, devido ao mundo acadêmico, distanciei-me de tal lugar (o tal processo natural citado acima), mas porra! foram somente alguns meses de ausência, né... até os profissionais daquele lugar já não são os mesmos!
É... o tempo passa...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Seria uma conspiração em prol do controle populacional do país?? :o


fonte: (http://veja.abril.com.br/blog/veja-acompanha/)


Novo código florestal pode aumentar o risco de Tragédias

Novo código permite construções em encostas, aumentando riscos de deslizamentos. O novo Código Florestal pode criar situações potencialmente trágicas, como a vivida nas cidades da região serrana do Rio de Janeiro, relata reportagem publicada na edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo. Em tramitação no Congresso Nacional, a revisão do código não classifica topos e encostas de morros como áreas de preservação ambiental, liberando a construção de moradias nesses locais. O projeto também diminui a zona de preservação em margens de rio.
Criado em 1965, o Código Florestal Brasileiro proíbe a construção de casas em encostas com inclinações a partir de 45 graus e a menos de 30 metros de distância das margens dos rios. O objetivo das restrições é poupar a vegetação natural das encostas, o que reduz o risco de deslizamentos de terra, e preservar as regiões de várzea, espaços naturalmente alagáveis durante os meses chuvosos.







quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

É para perder a fé mesmo?


Ultimamente tenho me rendido mais a filmes de romance, ou a minisséries televisivas (inclusive acabei de assistir a uma minissérie da globo, "amor em 4 atos"). Algumas mais irreverentes, outras exageradamente românticas, outras melancólicas. O que tenho percebido mais e que talvez nunca tivesse me atentado tanto é o fato de que, quando o assunto é abordar o quotidiano, sempre iremos dar de cara com traições, casamentos desgastados, mocinhos ou mocinhas dispostos a findar com anos de fidelidade, etc, etc, etc. Porra! se as probabilidades de se obter êxito num relacionamento longo ( ou vitalício ) são as menores possíveis, qual o sentido de se envolver? por que amamos tanto uma pessoa e escolhemos ficar ao lado dela mesmo com tantas adversidades? Mesmo com a quase certeza de que um dia seremos traídos ou trairemos? Calma, calma, não estou perdendo a fé no amor, até porque seria impossível. Já amo demais, já planejo uma vida a dois, ou seja, de certa forma sonho com o "final feliz", outrora tão ostentado pelos autores de qualquer que seja a obra televisiva, cinematográfica ou literária. Mas a questão é: o mundo à nossa volta realmente está nos deixando mais 'céticos'? Será que fomos mesmo "feitos" para vivermos uma vida monogâmica? O que seria mais fácil: um relacionamento aberto para não sofrer ou conviver com o fantasma chamado 'amante'? Correr o risco de ser comparado a alguém cujas qualidades superam às suas, e com a vantagem de ser uma novidade e também uma esperança para a "parte interessada" de que sujeito tal não terá os mesmos defeitos e chatices? É isso que enxergo nessas minisséries, filmes, ou novelas quando o assunto é abordado: vejo um esforço imenso em demonstrar para o expectador tal lado obscuro existente em nossa sociedade, talvez para nos tornarmos cada vez mais céticos em relação ao amor, ou quem sabe para nos tornarmos mais fortes e dedicados ao nosso relacionamento, na tentativa de, lá na frente, poder bater no peito orgulhoso e dizer: eu consegui! minha história de amor teve final feliz!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Música a falar por mim...

Caraka, como estou ouvindo essa porra ultimamente, rsrs...





sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então é Natal...

Mais um Natal se aproxima, e todo aquele blábláblá que conhecemos muito bem também. Toda aquela falsa alegria, toda aquela tolerância com o próximo, papai noel é o centro das atenções, o consumismo também, etc,etc,etc. Não que eu não me deixe envolver pela atmosfera em questão (até porque é mais uma desculpa para beber até cair, hehe), mas é que tudo se torna diferente nessa época, como se depositássemos uma puta esperança nos dias que virão, no ano novo que virá, mesmo sabendo que, para que hajam melhorias, é preciso que se tire a bunda do lugar e se faça algo, ao invés de esperar que o céu nos dê tudo de presente, né. Bom, sem mais delongas, colocarei abaixo algumas visões de natal nada nada convencionais, com o intuito de demonstrar o quanto esta data é , de certa forma, polêmica. Ahh! E um feliz natal a todos. :P















domingo, 19 de dezembro de 2010

Ainda está para nascer...


Se há uma coisa capaz de nos fazer pensar se realmente existe o inferno, ou se já estamos ardendo nele é uma merda chamada VIZINHANÇA. Dia 21 próximo comemora-se o dia do vizinho, e às vésperas deste dia que para mim não significa porra nenhuma, trago à tona cinco bons motivos para que o amigo leitor venha a concordar comigo:
1º - Barulho: Imagine você, caro leitor, em seus estudos para as provas finais, todo concentrado, obstinado, e de repente, vêndo-se obrigado a ouvir aqueles pagodões fim de festa, ou pior ainda, um funkão proibidão, ou pior ainda, um Calypso!?!? É de matar!
2º - Falta de Noção: Ainda desbravando o assunto barulho, que tal acordar quarenta minutos mais cedo do previsto para ir trabalhar, com um casal aos berros quase aos tapas? Ou com a maledeta criança chorando bem na janela do seu quarto? Isso quando não se acorda em plena madrugada com a mamãe da tal chorona, falando alto como se estivesse num estádio de futebol, disparando doces palavras como "caraio", "porra", ou mandando alguém ir tomar naquele lugar... affff... Ninguém merece!
3º - Roupas defumadas: Imagine suas roupas no varal, ainda úmidas, e repentinamente sendo defumadas pela maldita fumaça oriunda de uma fogueira. Isso porque é proibido, passível de multa. Imagine se não fosse. ¬¬
4º - Generosidade excessiva: Ter um vizinho muito generoso não é tão bom assim, pois é possível que ele seja um fdp de um maconheiro e, junto com seus outros amigos fdp's e maconheiros, venham querer compartilhar de tal momento ilícito com você, fumando a maldita erva justamente nas proximidades de sua janela. Imagine só a situação do quarto...
5º - Imundície: E quando seu vizinho pensa ser um neo-empresário, com 'visão empreendedora', especialista em lixo reciclável? então, já dá para imaginar como é o quintal desse retardado, que ainda por cima tem a capacidade de explorar a mão-de-obra de uma indigente viciada em crack, que faz o trabalho pesado em troca de algumas moedas. Mas o pior de tudo mesmo é ter em sua rotina a visita de seres nocivos à saúde, como camundongos e ratos, vindos do quintal do porcão. arrrrrrghhh!!!!!
Sei que existem as exceções, mas são jóias raras hoje em dia. Por enquanto não tenho motivos para crer em outra coisa que não seja: vizinho bom ainda está para nascer... :@

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Soulsamplers Again!

Bom, a missão para o ano de 2010 foi cumprida: fui bem na faculdade, expandi o meu circulo social, me matei de trabalhar, tenho quitado minhas dívidas... enfim, tudo foi como previsto. Agora, é voltar a fazer uma das coisas que mais gosto quando tenho tempo disponível, ou seja, fuçar no meu pc, mexer com sonoridades diversas e dar continuidade aos meus projetos sonoros. Agora há pouco tive uma grande surpresa ao abrir a página de recados do meu orkut: descobri que o trio do qual faço parte, chamado SoulSamplers, possui um videoclipe no youtube, além de uma página toda reformulada no myspace. Tudo isso graças ao meu grande amigo sonoro Alex, que resolveu fazer uns experimentos audiovisuais, mostrando que está louco para voltarmos com os ensaios. O resultado pode ser visto logo abaixo. Realmente fiquei surpreso e orgulhoso pelo trabalho. Sinto que os próximos finais de semana serão bem produtivos. SoulSamplers está de volta. Que venham as novas criações sonoras...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Não resisti...Não terei mais uma chance assim na minha vida...

Zoar assim de um corinthiano de novo só se eu fosse o homem bicentenário, husahsuashaushausha

domingo, 5 de dezembro de 2010

Quando uma lenda viva se entedia...

O arquiteto Oscar Niemeyer, uma lenda viva brasileira, se reinventa às vésperas de completar 103 anos, no dia 15 de dezembro, ao compor um samba para os músicos Edu Krieger e Caio Almeida.

"Não sei como encontro tempo para ficar brincando, mas minha música é uma besteira, uma coisinha divertida, nada importante", revelou o arquiteto em entrevista publicada neste sábado (4) ao jornal "O Globo".

O criador de projetos de Brasília e de centenas de monumentos ao redor do mundo revelou que compôs a letra de "Tranquilo Com a Vida" enquanto estava internado no fim de 2009, por problemas na vesícula e no intestino.

"Sempre fui muito ligado a esse pessoal do samba e quis fazer alguma coisa louvando o homem da favela", explicou. A letra segue fiel aos ideais comunistas do arquiteto, que costuma se definir como "o último stalinista".

Segundo "O Globo", o samba será apresentado em versão digital no dia do aniversário de Niemeyer, quando completará 103 anos em plena atividade criativa e com vários projetos em execução.

O arquiteto entregou ao jornal a letra do samba, que começa dizendo "hoje em dia minha vida vai ser diferente. Calça de pijama, camisa listrada, sandália no pé. Andar na praia, vou fazer toda manhã. Até moça bonita vai ter se Deus quiser".
(fonte: www.musica.uol.com.br)

Quando duas lendas vivas se encontram...



Íncrível a lucidez de Oscar Niemeyer, espero chegar também aos 103 anos assim.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

10957 dias...

Agora já é quase meia-noite. Daqui a pouco completo 10957 dias de vida... impressionante como o tempo voa. Parece que foi ontem a primeira ida à creche, em que minha mãe me enganou ao dizer-me que estaria alí, no portão de entrada, a me esperar até o horário de saída, tudo para que eu não viesse a chorar. Mas eu sempre acreditei cegamente nela, portanto me acostumei facilmente à nova rotina. Parece que foi ontem quando comecei a dar indícios de que seriam os pés a parte mais atraente em uma mulher para mim, pois eu me lembro que, ainda na creche, eu só "namorava" com menininhas que tivessem os pés bonitos, mesmo sem entender o porquê. Me lembro como se fosse ontem, do tombo que levei ainda criança, de "velotrol", e que me rendeu um nariz trincado. Me lembro das vezes em que, na páscoa, eu e minha irmã saíamos em disparada por toda a casa à procura do ovo escondido propositalmente por minha mãe, ou da ocasião em que recebi, no natal, a visita do papai noel, e que descobri muitos anos depois ter sido um primo de minha mãe o tal "bom velhinho"... pô! também fui criança, né. Também acreditava que a cuca vinha pegar, que o porra do bixo-papão se escondia no quarto, ou que, se assobiássemos durante a noite, o saci-peperê aparecia. Coisas de criança. Me lembro também da primeira vez que chutei uma bola de futebol, e que, logo em seguida, já sabia qual seria a minha posição, ou seja, ser um 'maledeto' de um goleiro. Até meu pai, que nunca entendeu de futebol, tentava me dar conselhos do tipo " ei moleque, por que você não escolhe outra posição, na linha, pois ser goleiro não é fácil". Não adiantava, eu queria ser goleiro mesmo, e creio que até hoje sou, mesmo não sendo profissional (pelo menos sou bastante procurado pelos amigos amantes da tradicional "pelada" de domingo). Aliás, me lembro muito bem das vezes em que eu perdia a tampa do dedão por jogar descalço no campinho de terra. Lembro-me de toda a dedicação de meus pais na tentativa de realizarem o que foi o meu maior sonho enquanto gurí: o de ser um jogador de futebol. Compraram o título da Associação Ferroviária de Esportes, colocaram-me na escolinha de futebol e, em poucos meses, eu já estava fazendo parte do elenco de jogadores das categorias de base do clube. Realmente eu me destacava! Tenho uma porrada de medalhas até hoje da época (só preciso procurá-las, pois já não sei onde estão). Mas, muitas águas rolaram, e acabei não me tornando um jogador profissional, mas com toda a sinceridade do mundo, não me sinto frustrado por isso, só não me tire as peladas dos finais-de-semana, heim...
Agora que estou a escrever, tudo me vem em 'flashes', portanto, podem não seguir a ordem cronológica exata, mas é tudo o vivenciei, sem tirar nem pôr.
Me lembro também da primeira vez que a seleção brasileira foi eliminada de uma copa do mundo (em 1986), mas também tive o privilégio de ver a seleção de 94 erguer a copa pelas mãos de dunga, numa época em que eu realmente torcia com a alma, sem saber da podridão existente no universo futebolístico.
Com certeza não poderia deixar de lembrar do meu primeiro beijo, que também ocorrera em meados de 1994, e da primeira transa, que como na maioria dos casos não é tão boa assim e nem tão demorada, mas com certeza inesquecível. Minha primeira namoradinha de escola, minha primeira namoradinha na adolescência, meu primeiro chifre, rsrsrsrs... pacote completo! De tudo isso me lembro muito bem.
Poxa! Parece que foi ontem que, nas férias escolares, eu e meus primos passávamos dias e dias na casa de nossos avós, em Ibaté, ouvindo os LPs do meu tio 'Déte', que era viciado em música, assim como eu sou atualmente. Inclusive até hoje minha mãe diz que sou muito parecido com esse meu tio, inclusive nos meus tics nervosos :o . Assisti todos os filmes do "sexta-feira 13", juntamente com meu primo "nêgo". Brincávamos de guerra e eu sempre queria ser aqueles figurantes que só entravam no filme para levarem chumbo, tipo os vilões, saca?
Me lembro de minha mãe me pedindo insistentemente para que eu não me misturasse com más companhias, e me fez até jurar a ela que não colocaria um único cigarro na boca, promessa que até hoje consegui cumprir, e a agradeço por isso. Muitas vezes me vi tentado sim, no que se diz respeito às drogas ilícitas, mas sempre me vinha à mente o apelo de minha mãe, por isso hoje em dia não sou escravo de nenhuma droga, exceto nos finais de semana, que não resisto à boa e gelada cervejinha (ninguém é de ferro, né).
Lembro-me dos momentos ruins também: da época em que minha família era uma das tantas vítimas do alcoolismo. Lembro-me de meu pai protagonizndo cenas que prefiro não especificá-las aqui. Tudo devido ao maldito vício. Nunca foi violento conosco, mas muito foi violento consigo mesmo, e agradeço demais por ele ter saído dessa e estar comigo até hoje, mesmo não morando no mesmo teto. Inclusive, quando estou perto dele, não bebo um gole sequer em respeito e gratidão. Aliás, já tive o prazer de trabalhar com ele, durante muito tempo, e foram tempos muito bons.
Ainda sobre momentos ruins: o acidente de moto em que não morri por mero capricho. Eu e meu parceiro de sempre Carlos BR, voltando de uma gravação de som em São Carlos, fomos pêgos por um caminhão. Só de lembrar me dá calafrios. afff! Foram momentos de muita tensão.
Já tive depressão, já pensei em me matar, já pensei em matar. Bom, em matar eu penso sempre, é só voltar minha atenção aos noticiários policiais ou ver o circo que é Brasília, com todos aqueles vagabundos de colarinho branco. Pouts, que foda!
Me lembro do meu primeiro cachorro, chamado Rambo. O curioso era que ele ficava o dia inteiro pendurado no muro de casa, literalmente trepado. Pena naquela época eu não ter registrado os feitos do cãozinho que conviveu conosco durante 13 divertidos anos. Às vezes sonho com ele... foi minha primeira perda. Depois dele já se foram meus avós, minha tia materna Lúcia, a maioria de meus tios paternos, entre outros tantos, fazendo jus à frase que ouvi certa vez em um filme cujo nome não me recordo agora: "A vida tem a fase de nos dar coisas, mas com o tempo, nos chega a fase dela nos tirar coisas".
Enfim, lembro-me de muitas coisas boas e ruins nesses meus 10957 dias, ou 30 anos: as amizades e inimizades passageiras, as poucas namoradas com as quais vivenciei ótimos momentos, mas que não foram suficientes para que o relacionamento durassem até hoje (até pq já encontrei a tampa definitiva para minha panela, nénão Taty?). As conquistas, as frustrações, as confusões, as diversões, as festas, as reflexões, os aprendizados...enfim, muitas e muitas experiências que me valeram muito e que com certeza me valerão muito nos próximos 10957 dias que virão. melhor eu parar por aqui, pois há história pra contar que com certeza não caberiam num livro de somente... digamos... 10957 páginas... ;)

sábado, 20 de novembro de 2010

Show do Massive Attack em fotos!!!

É... Ainda estou ecstasiado com o show dos caras, mesmo com a "oposição" me dizendo que "foi apenas um show", rsrsrsrs...