O que dizer de um domingo como o de ontem?
O que dizer de uma noite como a de ontem?
O que dizer de um show como o de ontem?
E sobre banda em questão, o que dizer?
O que dizer de um momento ímpar que, de certa forma acabou trazendo o sentimento de já ter vivenciado algo parecido há exatos cinco anos atrás?
2006: 1 - QUASE MORRI num acidente envolvendo eu, minha moto, meu amigo Carlos BR e um caminhão 2 - senti o AMARGO GOSTO de terminar um longo relacionamento, mas fui recompensado com a primeira vinda da banda The Gathering ao Brasil.
2011: 1 - novamente senti o AMARGO GOSTO de terminar um longo relacionamento, 2 - QUASE MORRI vítima da dengue, e adivinha? The Gathering no Brasil ... NOVAMENTE! Sem querer soar cabalístico ou supersticioso, somente me chamou à atenção tais coincidências envolvidas.
Acordei cedo para (novamente) recepcionar meu pai que veio para almoçar e ouvir um pouco de música sertaneja raiz comigo. Almoçamos, demos um pouco de risada juntos e fomos até a rodoviária, onde ele me deixou para embarcar na van a caminho de São Paulo. Poucas pessoas na van: somente eu, Carlinhos, Alex e sua querida Juli (graças a desistência de algumas pessoas aos ‘45’ do segundo tempo ¬¬ ), portanto o valor ficaria um tanto‘salgado’ para ambos. A rodoviária estava um tanto colorida ontem, devido à parada gay que iria acontecer na cidade de São Carlos, e uma idéia um tanto ‘bizarra’ nos ocorreu: que tal se nós oferecêssemos transporte para esse pessoal até lá, já que era caminho? Cobraríamos o mesmo preço com o diferencial da saída imediata, e faturaríamos uma graninha para aliviar nosso bolso. Conseguimos lotar a van, e devo dizer que foi um tanto tenso o curto trajeto... Com certeza Karl Marx deve ter se revirado em seu túmulo ao perceber até onde o capitalismo poderia nos levar, hehehehe...
Chegando à rodoviária de São Carlos, e após a descida de todos os “Rick Martin’s” e todas as “Ana Carolina’s”, resolvemos tentar ‘recrutar’ algumas pessoas que talvez pudessem topar irem conosco para São Paulo, e assim aliviarmos de vez nosso bolso... E não é que conseguimos tal façanha? Cinco adoráveis garotas que estavam na fila para comprar a passagem aceitaram embarcar em nossa ‘destemida’ van a caminho da estação de metrô Armênia, próxima ao local do show.
Fazia frio em São Paulo, e o bairro onde estávamos não era dos melhores para servirem de cartão postal: ruas sujas, trânsito caótico, poucas opções para quem chega à cidade após quatro horas de viagem e quer comer algo. Andamos pelas proximidades e notamos uma quantidade enorme de imigrantes: chineses, tailandeses, chilenos, bolivianos... Enfim, custamos a ouvir alguma viv’alma que desferisse algumas palavras em português além de nós mesmos. Voltamos ao local do show (Hangar 110) e aguardamos o momento ápice.
Confesso que o local me deixou desconfiado quanto à qualidade de sua acústica e também do som, mas quando a banda entrou no palco e começou a tocar, cheguei à conclusão de que seria mais um show para eu ‘arquivar’ na memória juntamente com os outros que foram perfeitos. Pulei, gritei, chacoalhei o pescoço como nos velhos tempos, fui mais um em meio ao coro desafinado de fãs que se arriscavam a acompanhar todas as músicas, independente de alguns (como eu) possuírem um péssimo inglês.
Impecáveis como da outra vez que vieram, mas com uma diferença praticamente imperceptível: Silje Wergeland (que entrou no lugar da primeira vocalista Anneke van Giersbergen desde 2008) calou os “xaropes” que ainda sonham com o retorno da formação original da banda. Ela simplesmente atuou com majestade, como se nunca houvesse existido outra vocalista (que me desculpe os fãs de Anneke, mas é a pura realidade).
E com a humildade e simplicidade de uma banda de garagem ainda no começo, após o espetáculo, fizeram questão de eles mesmos desmontarem seus equipamentos no palco com a ajuda de apenas um Roadie, e depois se infiltraram em meio aos que pacientemente esperavam para obterem alguns autógrafos, fotos, troca de idéias... só não me arrisquei devido à falta do inglês fluente, mas meus amigos Carlinhos e Alex fizeram questão de registrarem o momento tirando uma foto com a graciosa e simpática contra-baixista Marjolein. Eu até planejara receber um autógrafo no encarte do algum “The West Pole”, mas acabei deixando dentro da van... Terá de ficar para uma próxima ocasião... E desde já torço para que não demore novamente longos cinco anos...
Setlist:
1.Herbal Movement
2.Saturnine
3. Shot to Pieces
4. Rusty Hands
5. Leaves
6. A Constant Run
7. Great Ocean Road
8. Broken Glass
9. Heroes for Ghosts
10. In Motion #1
11. Eléanor
12. No One Spoke
13. All You Are
14. On Most Surfaces (Inuït)
15. Travel
segunda-feira, 4 de julho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
'Nas asas' de um... muriçoca...
Acabo de sair do banho. Mas o assunto não girará em torno do shampoo que uso ou do tempo que demoro debaixo do chuveiro, mas sim sobre a fragilidade da vida em detrimento com o valor que damos a ela. Pois ao dar início aos preparativos deste ‘ritual’ diário, deparei-me com uma cena que geralmente passa despercebida ou simplesmente é ignorada por nossas retinas: um pernilongo gigante, daqueles que mais parecem aquelas aranhas “caseiras”, devido às suas pernas muito mais compridas do que as de um pernilongo comum. Preso em uma poça d’água, não esboçava nenhuma reação a não ser após eu, nas minhas doidices de banheiro, resolver assoprar a “hidrocela” em que ele se encontrava. Percebi que ainda restava-lhe um sopro vital, e resolvi brincar de senhor do destino daquele ser. Tirei-o cuidadosamente do chão (com a ajuda de um algodão) e coloquei-o em uma flanela seca, dentro de um copo, aguardando ali sua possível recuperação. Suas pernas confundiam-se com suas asas encharcadas, como se estivessem fraturadas em dezenas de pedaços. Esquecendo-me do banho e do friozinho que eu estava sentindo, comecei a presenciar sua luta pela sobrevivência, como se suplicasse a qualquer entidade acima de nós por socorro. Suas finas e frágeis pernas dianteiras procurando escalar a flanela em que se encontrava, aguardando que as outras reagissem e escapassem da deplorável impotência por estarem ainda molhadas e enroscadas nas asas (se é que ainda pudessem ser consideradas asas, naquele momento).
Resolvi tomar meu banho. Após devidamente banhado e vestido, eis que me surpreendo: nosso amigo ‘muriçoca’ já estava com todas as suas perninhas secas e devidamente postadas, como se nada tivesse acontecido. Suas asas ainda unidas ao corpo, mas visivelmente intactas. Registrei a cena com a câmera do celular e devolvi-o ao seu ‘habitat’, mesmo sabendo que eu possa ser uma futura vítima do mesmo, nas madrugadas, enquanto durmo (óbvio que se fosse um pernilongo da dengue, jamais faria tal coisa).
O fato é que, não somente minúsculos seres possuem uma vida tão frágil. Nós, os “intocáveis seres humanos”, também. Isso pode ser visto em um único dia nos telejornais, onde a intolerância cultural e racial ceifa vidas, o trânsito mata mais pessoas do que em uma guerra declarada, a má distribuição de renda no mundo faz com que pessoas “arrastem-se” em prol da própria sobrevivência, assim como nossa personagem principal de longas pernas. E levanto uma questão diante de toda a “baboseira” que eu disse até agora: será que não estaríamos necessitando de uma mudança profunda de comportamento? Será que pequenos gestos ou pequena atitudes em relação ao próximo não fariam a diferença?
Claro que não estou me referindo às muriçocas ou pequenos insetos que visitam nosso banheiro, mas sim ao próximo. Pequenos detalhes que poderiam salvar uma vida ou evitar uma tragédia. Refiro-me a uma palavra muito conhecida, mas pouco utilizada: RESPONSABILIDADE. Lembra daquela ocasião em que deixou seu pitbull escapar e dilacerar o poodle da vizinha ou rasgar a perna de algum azarado que por lá transitava? Ou na ocasião em que preferiu não ligar para a polícia enquanto ouvia nas proximidades de sua casa, gritos de socorro vindos de uma esposa mal amada pelo seu marido? Talvez se ao menos conseguisse deixar limpo seu quintal, não haveria tantas pessoas próximas a você com a péssima experiência de ter adquirido a tal da dengue. Quem é que não consegue se lembrar de um único acidente que seja em que um irresponsável atrás do volante cessa com a vida de uma pessoa que, se pudesse, mal saberia explicar como foi que morreu?
Dias atrás estava eu com minha bicicleta, em minha rotina de trabalho, quando surge na esquina um ‘aloprado’ empinando uma moto toda barulhenta (parecia um barulho de motosserra), vindo na minha direção. Minha adrenalina subiu no exato momento em que me dei conta que, se o filhodeumaputa viesse a cair, com certeza atiraria involuntariamente a moto pra cima de mim, deixando-me em maus lençóis. Entendem aonde quero chegar? Pois é, tudo isso graças a tal da muriçoca em perigo. Se ela soubesse...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Que venha o dia 03 de Julho...
Domingo, dia 03 de Julho de 2011: Uma data esperada... E com certeza a expectativa é de que seja um domingo bem diferente em relação a ontem, em que a 'amigdalite' me atacava impiedosamente e as lembranças de um passado recente me cercavam como se eu fosse uma ovelha negra de seu rebanho. Será o dia em que me reencontrarei com a única banda em que faço questão de ter todos os discos originais. Uma banda que me inspira para escrever meus intrinsecos textos, me inspira quando estou criando alguma batida nova, que me acompanha até mesmo em meu trabalho, nos fones de ouvido, caso contrário não consigo me concentrar devido à escolha da maioria de meus colegas de trabalho em deixar o som ambiente sintonizado sempre na mesma rádio.
Pouco me importa que poucos a conheçam, pouco me importa a cara de "ué" que me fazem quando digo que vou no show deles... pouco me importa... me importa mesmo é sentir as vibrações em um ambiente em que todos falaremos a mesma linguagem, teremos os mesmos gostos, compartilharemos da mesma euforia. Do mesmo jeito que foi há 5 anos atrás, mais precisamente no dia 03 de março de 2006. Então, só me resta agora conter a ansiedade e esperar que venha o dia 03 de julho e, quando chegar, que não se vá tão depressa...
Pouco me importa que poucos a conheçam, pouco me importa a cara de "ué" que me fazem quando digo que vou no show deles... pouco me importa... me importa mesmo é sentir as vibrações em um ambiente em que todos falaremos a mesma linguagem, teremos os mesmos gostos, compartilharemos da mesma euforia. Do mesmo jeito que foi há 5 anos atrás, mais precisamente no dia 03 de março de 2006. Então, só me resta agora conter a ansiedade e esperar que venha o dia 03 de julho e, quando chegar, que não se vá tão depressa...
domingo, 12 de junho de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
Brasília jamais será esquecida...
Pude ver de perto o quanto tudo lá é majestoso: a arquitetura, a cultura, a noite, as pessoas... aos poucos fui me familiarizando com o novo ambiente até chegar ao ponto arquitetar comigo possíveis maneiras de me mudar para lá: prestar concurso, pedir transferência em minha empresa, sei lá... realmente tive um "surto passional" pela cidade.
Arquitetura: Sempre quis conferir de perto algumas obras frutos da mente fenomenal de Oscar Niemeyer, tão originais quanto ele. A catedral e o Museu nacional foram as que mais me "hipnotizaram" e me fizeram acreditar em Dom divino, ao menos naquela ocasião. Adorei também passar sobre a ponte JK e registrar o momento.
Cultura: O acesso à cultura é grande para quem está antenado, e ilimitado para quem tem condições financeiras. Tive o prazer de visitar uma exposição no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) que contava a história da civilização Islâmica através de artefatos dos mais diversos, alguns com séculos de existência. Fiquei pasmo!
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As pessoas: Creio que um dos mais incalculáveis prazeres que obtive foi conhecer algumas pessoas tão legais, e que nunca mais vou esquecer. Algumas inclusive que já fazem parte de minha vida de um modo ou de outro. Outras, que não sairão da memória pelo modo como me receberam e me acolheram.
Quanto a você, meu primo: agradeço pelo convite e hospitalidade. Com certeza esses cinco dias serviram demais para reforcarmos ainda mais o nosso elo. Fêz-me lembrar dos velhos tempos na casa da Vó Zulmira e Vô Victório, onde fantasiávamos cenas de filmes de guerra e adorávamos os "Sexta-Feira 13's" que seu pai nos levava para assistir. Que esses dias sejam os primeiros de muitos... já pretendo visitá-los nas próximas férias.
domingo, 29 de maio de 2011
Heart of Stone
Por falar em criança, lembro-me de que na minha infância ouvia me dizerem que ser adulto era "um saco", que à medida em que íamos envelhecendo, certas "magias" iriam se perdendo no caminho... talvez seja pelo fato de os nossos olhos, conforme as experiências adquiridas (principalmente as ruins) vão se abrindo cada vez mais, ou pelas profundas cicatrizes que também adquirimos, através das decepções, das frustrações, dos próprios erros...certamente deve ser por isso...
Acabei lembrando-me de um poema, mas não de seu autor, e senti-me feliz pelo fato de que a minha passagem nesta rápida viagem ao planeta Terra esteja sendo numa era onde a informação está ao alcance das mãos:*webpage: http://www.google.com.br/ *palavra chave: coração de pedra *resultado: Cecília Meireles!
Oh, quanto me pesaeste coração, que é de pedra!
Este coração que era de asas
de música e tempo de lágrimas.
Mas agora é sílex e quebra
qualquer dura ponta de seta.
Oh, como não me alegra
ter este coração de pedra!
Dizei por que assim me fizestes,
vós todos a quem amaria,
mas não amarei,pois sois estes
que assim me deixastes, amarga,
sem asas, sem música e lágrimas,
assombrada, triste e severa
e com meu coração de pedra!
Oh, quanto me pesa
ver meu próprio amor que se quebra!
O amor que era mais forte e voava
mais que qualquer seta!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Momento Ímpar...
O tempo tem sido duro comigo. Não consigo mais postar meus devaneios, minhas idéias... minhas energias estão todas concentradas nos afazeres acadêmicos... mas hoje necessitei entrar aqui, pois precisava registrar tal momento ímpar em minha vida. Trata-se do nascimento de meu primeiro sobrinho, e se estou todo "babão" desse jeito, fico imaginando como está o meu cunhado, rsrs... Espero ainda ter este veículo de comunicação quando ele tiver certa idade, pois vou querer mostrá-lo... Seja Bem-vindo ao mundo ENZO... seja bem-vindo às nossas vidas...

domingo, 27 de março de 2011
Momento para entrar na história...
"Todos sabem fazer história - mas só os grandes sabem escrevê-la." (Oscar Wilde)
sábado, 26 de março de 2011
Música a falar por mim...
Se, de acordo com o DJ Kno em seu último trabalho, A morte é silenciosa, vou aproveitar e deixá-lo fazer muito barulho no meu blog.
PS: Produtor foda + Álbum foda = Nômade ouvindo até gastar a bateria do mp7... ^^
PS: Produtor foda + Álbum foda = Nômade ouvindo até gastar a bateria do mp7... ^^
MAFARO! DIKO FARA! (ALEGRIA! MUITA ALEGRIA!)
Simplesmente não tenho palavras para descrever o quanto fiquei boquiaberto diante da proposta do Show Filme "MAFARO", dirigido por ninguém menos que André Abujanra e que tive o prazer de presenciar quinta-feira passada, no sesc. Só espero que o teaser abaixo seja capaz de tamanha proeza, caso contrário: hasta la vista! ^^
sexta-feira, 11 de março de 2011
Quando penso que já vi de tudo....
Acho que me lembro desse indivíduo... foi campeão de mortal kombat II aqui perto de casa, há uns 15 anos, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
terça-feira, 8 de março de 2011
Parabéns, Mulher!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
"Pare de reclamar" (?)

Devido ao retorno das aulas, é natural a redução do meu tempo livre para outras coisas que gosto de fazer, como por exemplo escrever neste meu abandonado blog, mas agora que estou em casa tranquilo e disposto, vou contar uma história que tomei ciência a partir de uma frase escrita por uma das professoras na lousa: "Se você não gosta de alguma coisa, mude-a. Se você não pode mudá-la, mude sua atitude em relação a tal coisa. Mas não reclame." Resolvi pesquisar a respeito do autor de tal frase e cheguei, através de fontes confiáveis, ao nome Maya Angelou, cuja história de vida é digna de um Oscar, se este existisse também para as pessoas que conseguissem não passar por esta vida despercebido, apenas como um mero "zumbi consumidor". Antes de utilizar-me do clássico "Ctrl+C seguido de Crtl+V" para postar em meu 'instrumento de desabafo' tal história, irei, como de praxe, expor um breve e confuso desabafo.
Num período de minha vida em que as coisas parecem não estarem em seus devidos eixos, tal frase de Maya Angelou veio a calhar (obrigado profª Milvana). Mas como mudar minha atitude diante de certas coisas imutáveis? Tudo parece tão difícil quando se tem uma certa idade e uma opinião formada diante de determinados assuntos.
Ultimamente ando em constante desacordo comigo mesmo, uma vez que vejo a necessidade de uma (talvez) profunda auto-mudança mas ao mesmo tempo não consigo concretizá-la por sentir que ao mudar estarei abrindo uma ferida que demorará a cicatrizar. Realmente estou num fogo cruzado, e preciso doar-me mais forças para encontrar meu equilíbrio diante disso tudo...
Num período de minha vida em que as coisas parecem não estarem em seus devidos eixos, tal frase de Maya Angelou veio a calhar (obrigado profª Milvana). Mas como mudar minha atitude diante de certas coisas imutáveis? Tudo parece tão difícil quando se tem uma certa idade e uma opinião formada diante de determinados assuntos.
Ultimamente ando em constante desacordo comigo mesmo, uma vez que vejo a necessidade de uma (talvez) profunda auto-mudança mas ao mesmo tempo não consigo concretizá-la por sentir que ao mudar estarei abrindo uma ferida que demorará a cicatrizar. Realmente estou num fogo cruzado, e preciso doar-me mais forças para encontrar meu equilíbrio diante disso tudo...
Agora, com vocês, um resumo da história de Maya Angelou:
Maya Angelou é talvez a figura mais vibrante da poesia contemporânea nos Estados Unidos. Nascida Marguerite Johnson em 1928, foi violentada pelo namorado da mãe quando tinha 7 anos. Aos 17, tornou-se mãe solteira ao dar a luz ao seu primeiro filho, numa época em que, obviamente, isso não era visto com naturalidade. No mesmo ano, tornou-se a primeira motorista negra de ônibus (streecars) em São Francisco, Califórnia. Foi também cozinheira e cafetina até, finalmente, entrar no meio artístico, a princípio como dançarina e cantora em um cabaret. Nos anos 50, já usando o pseudônimo Maya Angelou, ela se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como Porgy and Bess, Calypso Heatwave, The Blacks e Cabaret for Freedom.
Nos anos 60, começa a escrever suas próprios peças teatrais. Na década seguinte, já um nome conhecido nos meios culturais, é convidada a narrar os dez capítulos de um especial para a televisão sobre a influência do elemento africano nos Estados Unidos. Publica livros de poesia e recebe uma indicação para o Pulitzer. Trabalha também como narradora, entrevistadora e apresentadora em vários programas de televisão e teatro sobre a situação do negro nos Estados Unidos. Recebe uma indicação para o prêmio Tony de teatro por sua atuação na peça Look Away na Broadway.
Nos anos 80, publica vários livros de poesia e uma série autobiográfica que atinge consagração quase instantânea, colocando-a na lista de best-sellers por vários meses, um feito até então inédito para uma mulher negra. Recebe a premiação Emmy da televisão por sua atuação na série Raízes, sobre a história do escravidão na America do Norte.
Nos anos 80, a convite de Bill Clinton, prepara um longo poema (On the Pulse of Morning) e o lê na cerimônia de posse do presidente, outro feito inédito. Recebe o Grammy de melhor texto recitado pela leitura de seu poema na posse presidencial.
Maya hoje mora em Winston-Salem, Carolina do Norte, onde trabalha como professora convidada da universidade local e escreve seus poemas fora de casa, em um quarto alugado de hotel, único lugar onde, segunda ela, ainda consegue o isolamento que precisa para escrever. É justo dizer que, hoje, nenhum outro poeta contemporâneo nos Estados Unidos pode ser comparado à popularidade que Maya Angelou conquistou, feito este amplamente atestado pela grande vendagem de seus livros de poesia. (Fonte: http://palavrarte.sites.uol.com.br/Poesia_Mundo_Trad/poepelomun_eua_maya.htm )
Maya Angelou é talvez a figura mais vibrante da poesia contemporânea nos Estados Unidos. Nascida Marguerite Johnson em 1928, foi violentada pelo namorado da mãe quando tinha 7 anos. Aos 17, tornou-se mãe solteira ao dar a luz ao seu primeiro filho, numa época em que, obviamente, isso não era visto com naturalidade. No mesmo ano, tornou-se a primeira motorista negra de ônibus (streecars) em São Francisco, Califórnia. Foi também cozinheira e cafetina até, finalmente, entrar no meio artístico, a princípio como dançarina e cantora em um cabaret. Nos anos 50, já usando o pseudônimo Maya Angelou, ela se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como Porgy and Bess, Calypso Heatwave, The Blacks e Cabaret for Freedom.
Nos anos 60, começa a escrever suas próprios peças teatrais. Na década seguinte, já um nome conhecido nos meios culturais, é convidada a narrar os dez capítulos de um especial para a televisão sobre a influência do elemento africano nos Estados Unidos. Publica livros de poesia e recebe uma indicação para o Pulitzer. Trabalha também como narradora, entrevistadora e apresentadora em vários programas de televisão e teatro sobre a situação do negro nos Estados Unidos. Recebe uma indicação para o prêmio Tony de teatro por sua atuação na peça Look Away na Broadway.
Nos anos 80, publica vários livros de poesia e uma série autobiográfica que atinge consagração quase instantânea, colocando-a na lista de best-sellers por vários meses, um feito até então inédito para uma mulher negra. Recebe a premiação Emmy da televisão por sua atuação na série Raízes, sobre a história do escravidão na America do Norte.
Nos anos 80, a convite de Bill Clinton, prepara um longo poema (On the Pulse of Morning) e o lê na cerimônia de posse do presidente, outro feito inédito. Recebe o Grammy de melhor texto recitado pela leitura de seu poema na posse presidencial.
Maya hoje mora em Winston-Salem, Carolina do Norte, onde trabalha como professora convidada da universidade local e escreve seus poemas fora de casa, em um quarto alugado de hotel, único lugar onde, segunda ela, ainda consegue o isolamento que precisa para escrever. É justo dizer que, hoje, nenhum outro poeta contemporâneo nos Estados Unidos pode ser comparado à popularidade que Maya Angelou conquistou, feito este amplamente atestado pela grande vendagem de seus livros de poesia. (Fonte: http://palavrarte.sites.uol.com.br/Poesia_Mundo_Trad/poepelomun_eua_maya.htm )
sábado, 29 de janeiro de 2011
É... o tempo passa...

O tempo passa. Na verdade é o nosso maior inimigo, pois à medida que avança, nos 'presenteia' com a velhice, com as perdas irreparáveis, e por aí vai... ontem fui presenteado com uma sensação total de anonimato, num lugar onde sempre estive rodeado por pessoas queridas e/ou que ao menos compartilhavam dos mesmos gostos, principalmente no que se diz respeito à música. É... o tempo passa! E passa como se levasse consigo tudo o que queira, propositalmente, e percebi que levou-me a sensação de ser bem recebido em certos ambientes, já não frequentado pelos mesmos de outrora. "Será que parei no tempo?" às vezes penso, mas sei que não. Sei que trata-se de um processo natural onde as pessoas adquirem maiores responsabilidades (verdade, esqueci de mencionar este outro 'presentão' que o tempo nos dá), tais como o casamento, a paternidade, as 'amizades' oriundas do ambiente profissional, os estudos, etc, etc,etc... mas não estou a me queixar, e sim a registrar tal momento singular até então em minha vida. E ainda não consegui chegar a um veredicto, ou seja, não sei dizer se foi bom ou ruim.
É interessante a sensação de se chegar a um determinado lugar e perceber que ninguém está nem aí para você, mas ao mesmo tempo eu sentia como se todos me observassem, justamente por eu, naquela ocasião, e ironicamente naquele lugar, ser uma "figurinha desconhecida". Está certo que, devido ao mundo acadêmico, distanciei-me de tal lugar (o tal processo natural citado acima), mas porra! foram somente alguns meses de ausência, né... até os profissionais daquele lugar já não são os mesmos!
É... o tempo passa...
É interessante a sensação de se chegar a um determinado lugar e perceber que ninguém está nem aí para você, mas ao mesmo tempo eu sentia como se todos me observassem, justamente por eu, naquela ocasião, e ironicamente naquele lugar, ser uma "figurinha desconhecida". Está certo que, devido ao mundo acadêmico, distanciei-me de tal lugar (o tal processo natural citado acima), mas porra! foram somente alguns meses de ausência, né... até os profissionais daquele lugar já não são os mesmos!
É... o tempo passa...
domingo, 16 de janeiro de 2011
Seria uma conspiração em prol do controle populacional do país?? :o

fonte: (http://veja.abril.com.br/blog/veja-acompanha/)
Novo código florestal pode aumentar o risco de Tragédias
Novo código permite construções em encostas, aumentando riscos de deslizamentos. O novo Código Florestal pode criar situações potencialmente trágicas, como a vivida nas cidades da região serrana do Rio de Janeiro, relata reportagem publicada na edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo. Em tramitação no Congresso Nacional, a revisão do código não classifica topos e encostas de morros como áreas de preservação ambiental, liberando a construção de moradias nesses locais. O projeto também diminui a zona de preservação em margens de rio.
Criado em 1965, o Código Florestal Brasileiro proíbe a construção de casas em encostas com inclinações a partir de 45 graus e a menos de 30 metros de distância das margens dos rios. O objetivo das restrições é poupar a vegetação natural das encostas, o que reduz o risco de deslizamentos de terra, e preservar as regiões de várzea, espaços naturalmente alagáveis durante os meses chuvosos.

Novo código florestal pode aumentar o risco de Tragédias
Novo código permite construções em encostas, aumentando riscos de deslizamentos. O novo Código Florestal pode criar situações potencialmente trágicas, como a vivida nas cidades da região serrana do Rio de Janeiro, relata reportagem publicada na edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo. Em tramitação no Congresso Nacional, a revisão do código não classifica topos e encostas de morros como áreas de preservação ambiental, liberando a construção de moradias nesses locais. O projeto também diminui a zona de preservação em margens de rio.
Criado em 1965, o Código Florestal Brasileiro proíbe a construção de casas em encostas com inclinações a partir de 45 graus e a menos de 30 metros de distância das margens dos rios. O objetivo das restrições é poupar a vegetação natural das encostas, o que reduz o risco de deslizamentos de terra, e preservar as regiões de várzea, espaços naturalmente alagáveis durante os meses chuvosos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
É para perder a fé mesmo?

Ultimamente tenho me rendido mais a filmes de romance, ou a minisséries televisivas (inclusive acabei de assistir a uma minissérie da globo, "amor em 4 atos"). Algumas mais irreverentes, outras exageradamente românticas, outras melancólicas. O que tenho percebido mais e que talvez nunca tivesse me atentado tanto é o fato de que, quando o assunto é abordar o quotidiano, sempre iremos dar de cara com traições, casamentos desgastados, mocinhos ou mocinhas dispostos a findar com anos de fidelidade, etc, etc, etc. Porra! se as probabilidades de se obter êxito num relacionamento longo ( ou vitalício ) são as menores possíveis, qual o sentido de se envolver? por que amamos tanto uma pessoa e escolhemos ficar ao lado dela mesmo com tantas adversidades? Mesmo com a quase certeza de que um dia seremos traídos ou trairemos? Calma, calma, não estou perdendo a fé no amor, até porque seria impossível. Já amo demais, já planejo uma vida a dois, ou seja, de certa forma sonho com o "final feliz", outrora tão ostentado pelos autores de qualquer que seja a obra televisiva, cinematográfica ou literária. Mas a questão é: o mundo à nossa volta realmente está nos deixando mais 'céticos'? Será que fomos mesmo "feitos" para vivermos uma vida monogâmica? O que seria mais fácil: um relacionamento aberto para não sofrer ou conviver com o fantasma chamado 'amante'? Correr o risco de ser comparado a alguém cujas qualidades superam às suas, e com a vantagem de ser uma novidade e também uma esperança para a "parte interessada" de que sujeito tal não terá os mesmos defeitos e chatices? É isso que enxergo nessas minisséries, filmes, ou novelas quando o assunto é abordado: vejo um esforço imenso em demonstrar para o expectador tal lado obscuro existente em nossa sociedade, talvez para nos tornarmos cada vez mais céticos em relação ao amor, ou quem sabe para nos tornarmos mais fortes e dedicados ao nosso relacionamento, na tentativa de, lá na frente, poder bater no peito orgulhoso e dizer: eu consegui! minha história de amor teve final feliz!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Então é Natal...
Mais um Natal se aproxima, e todo aquele blábláblá que conhecemos muito bem também. Toda aquela falsa alegria, toda aquela tolerância com o próximo, papai noel é o centro das atenções, o consumismo também, etc,etc,etc. Não que eu não me deixe envolver pela atmosfera em questão (até porque é mais uma desculpa para beber até cair, hehe), mas é que tudo se torna diferente nessa época, como se depositássemos uma puta esperança nos dias que virão, no ano novo que virá, mesmo sabendo que, para que hajam melhorias, é preciso que se tire a bunda do lugar e se faça algo, ao invés de esperar que o céu nos dê tudo de presente, né. Bom, sem mais delongas, colocarei abaixo algumas visões de natal nada nada convencionais, com o intuito de demonstrar o quanto esta data é , de certa forma, polêmica. Ahh! E um feliz natal a todos. :P
domingo, 19 de dezembro de 2010
Ainda está para nascer...
Se há uma coisa capaz de nos fazer pensar se realmente existe o inferno, ou se já estamos ardendo nele é uma merda chamada VIZINHANÇA. Dia 21 próximo comemora-se o dia do vizinho, e às vésperas deste dia que para mim não significa porra nenhuma, trago à tona cinco bons motivos para que o amigo leitor venha a concordar comigo:
1º - Barulho: Imagine você, caro leitor, em seus estudos para as provas finais, todo concentrado, obstinado, e de repente, vêndo-se obrigado a ouvir aqueles pagodões fim de festa, ou pior ainda, um funkão proibidão, ou pior ainda, um Calypso!?!? É de matar!
2º - Falta de Noção: Ainda desbravando o assunto barulho, que tal acordar quarenta minutos mais cedo do previsto para ir trabalhar, com um casal aos berros quase aos tapas? Ou com a maledeta criança chorando bem na janela do seu quarto? Isso quando não se acorda em plena madrugada com a mamãe da tal chorona, falando alto como se estivesse num estádio de futebol, disparando doces palavras como "caraio", "porra", ou mandando alguém ir tomar naquele lugar... affff... Ninguém merece!
3º - Roupas defumadas: Imagine suas roupas no varal, ainda úmidas, e repentinamente sendo defumadas pela maldita fumaça oriunda de uma fogueira. Isso porque é proibido, passível de multa. Imagine se não fosse. ¬¬
4º - Generosidade excessiva: Ter um vizinho muito generoso não é tão bom assim, pois é possível que ele seja um fdp de um maconheiro e, junto com seus outros amigos fdp's e maconheiros, venham querer compartilhar de tal momento ilícito com você, fumando a maldita erva justamente nas proximidades de sua janela. Imagine só a situação do quarto...
5º - Imundície: E quando seu vizinho pensa ser um neo-empresário, com 'visão empreendedora', especialista em lixo reciclável? então, já dá para imaginar como é o quintal desse retardado, que ainda por cima tem a capacidade de explorar a mão-de-obra de uma indigente viciada em crack, que faz o trabalho pesado em troca de algumas moedas. Mas o pior de tudo mesmo é ter em sua rotina a visita de seres nocivos à saúde, como camundongos e ratos, vindos do quintal do porcão. arrrrrrghhh!!!!!
Sei que existem as exceções, mas são jóias raras hoje em dia. Por enquanto não tenho motivos para crer em outra coisa que não seja: vizinho bom ainda está para nascer... :@
1º - Barulho: Imagine você, caro leitor, em seus estudos para as provas finais, todo concentrado, obstinado, e de repente, vêndo-se obrigado a ouvir aqueles pagodões fim de festa, ou pior ainda, um funkão proibidão, ou pior ainda, um Calypso!?!? É de matar!
2º - Falta de Noção: Ainda desbravando o assunto barulho, que tal acordar quarenta minutos mais cedo do previsto para ir trabalhar, com um casal aos berros quase aos tapas? Ou com a maledeta criança chorando bem na janela do seu quarto? Isso quando não se acorda em plena madrugada com a mamãe da tal chorona, falando alto como se estivesse num estádio de futebol, disparando doces palavras como "caraio", "porra", ou mandando alguém ir tomar naquele lugar... affff... Ninguém merece!
3º - Roupas defumadas: Imagine suas roupas no varal, ainda úmidas, e repentinamente sendo defumadas pela maldita fumaça oriunda de uma fogueira. Isso porque é proibido, passível de multa. Imagine se não fosse. ¬¬
4º - Generosidade excessiva: Ter um vizinho muito generoso não é tão bom assim, pois é possível que ele seja um fdp de um maconheiro e, junto com seus outros amigos fdp's e maconheiros, venham querer compartilhar de tal momento ilícito com você, fumando a maldita erva justamente nas proximidades de sua janela. Imagine só a situação do quarto...
5º - Imundície: E quando seu vizinho pensa ser um neo-empresário, com 'visão empreendedora', especialista em lixo reciclável? então, já dá para imaginar como é o quintal desse retardado, que ainda por cima tem a capacidade de explorar a mão-de-obra de uma indigente viciada em crack, que faz o trabalho pesado em troca de algumas moedas. Mas o pior de tudo mesmo é ter em sua rotina a visita de seres nocivos à saúde, como camundongos e ratos, vindos do quintal do porcão. arrrrrrghhh!!!!!
Sei que existem as exceções, mas são jóias raras hoje em dia. Por enquanto não tenho motivos para crer em outra coisa que não seja: vizinho bom ainda está para nascer... :@
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Soulsamplers Again!
Bom, a missão para o ano de 2010 foi cumprida: fui bem na faculdade, expandi o meu circulo social, me matei de trabalhar, tenho quitado minhas dívidas... enfim, tudo foi como previsto. Agora, é voltar a fazer uma das coisas que mais gosto quando tenho tempo disponível, ou seja, fuçar no meu pc, mexer com sonoridades diversas e dar continuidade aos meus projetos sonoros. Agora há pouco tive uma grande surpresa ao abrir a página de recados do meu orkut: descobri que o trio do qual faço parte, chamado SoulSamplers, possui um videoclipe no youtube, além de uma página toda reformulada no myspace. Tudo isso graças ao meu grande amigo sonoro Alex, que resolveu fazer uns experimentos audiovisuais, mostrando que está louco para voltarmos com os ensaios. O resultado pode ser visto logo abaixo. Realmente fiquei surpreso e orgulhoso pelo trabalho. Sinto que os próximos finais de semana serão bem produtivos. SoulSamplers está de volta. Que venham as novas criações sonoras...
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